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18 de janeiro de 2014


Dança do Jarro

Raks Al Brik ou Dança do Jarro é realizada apenas por mulheres. 
A vida em regiões desérticas e a forte repressão sexual, estimularam a mente de cantadores e músicos. 
Alguns compunham versos e rimas de amor para cantar a beleza das moças que iam buscar água na fonte. 
Seus rostos ficavam quase sempre cobertos, assim como todo o corpo; porém, ao se aproximar da água era preciso arregaçar as mangas ou subir um pouco a saia para não molhar os trajes. 
Era o delírio dos rapazes que poderiam apreciar tudo o que ficava escondido.

Essa tradição é tão antiga que se perde no próprio tempo.
As mulheres, para carregarem os pesados jarros cheios de água, colocavam tecidos sobre a cabeça e andavam equilibrando os potes. 
Muitos desses jarros eram feitos de barro, se caíssem poderiam se quebrar.
Dessa habilidade de equilibrar um jarro sobre a cabeça, nasceu um tipo de dança comum no Norte da África.
Muitos senhores de escravas ofereciam para seus hóspedes, exóticas apresentações na hora de servir o vinho. 
As coreografias eram marcadas por giros e movimentos rápidos dos pés, sem que uma gota sequer do conteúdo dos jarros caísse no chão.
Ao final da apresentação, o líquido era despejado em taças de metal para ser bebido pelos convidados. 


Desconheço a autoria do texto
Imagem: Maria do Carmo da Hora
Video: Luciana Festi




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